Oportunidades no país do empreendedorismo

Oportunidades no país do empreendedorismo

Escrito em 18/04/2016
William Caldas


Especialista em atendimento ao cliente explica como aproveitar as oportunidades de mercado que o Brasil oferece.

No terceiro artigo desta série que vem mostrando o que as empresas do varejo nacional têm feito para atingir um atendimento de qualidade, vamos mostrar como ter uma visão de oportunidades em um dos países mais empreendedores do mundo: o Brasil.

Nós últimos anos vivenciamos uma série de fatores que impactaram diretamente para o consumo no país. Entre eles, uma maior distribuição da renda, novos empregos e a presença das classes emergentes (D e C) como protagonistas de um Brasil novo. Além disso, uma série de eventos internacionais como a visita do Papa, Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas, que naturalmente geram uma maior exigência por melhorias diversas nas estruturas das cidades, principalmente, as que são sedes.

Fico muito impressionado com o trabalho que organizações como o SENAC e SEBRAE fazem para ajudar no desenvolvimento de várias cidades. Até alguns anos atrás era quase impossível imaginar uma cidade muito pequena vender para o exterior e graças a esse trabalho, hoje, já é possível. Globalização, para mim, significa o mundo perder os mapas.

O SEBRAE vem fazendo um trabalho maravilhoso de formalização dos profissionais informais. Hoje, por exemplo, um camelô que nunca pagou seus impostos, pode contribuir para a economia de forma legal e garantir todos os direitos como Micro Empreendedor Individual (MEI).

Mas, será que o varejo está percebendo esses reflexos?

O varejo precisa perceber que ele é medido não só pelo preço do produto que oferece, mas também pelo atendimento. A entrega terceirizada é um exemplo disso. Quando há atraso eu não enxergo a empresa que entregou, mas a marca na qual eu comprei.

É importante proporcionar um frequente aprendizado para a equipe, quanto mais treinamento melhor, para que estejam sempre atentos às necessidades, desejos e expectativas do mercado.

Pensando nisso, seguem algumas sugestões:

  • Pare de achar que para o cliente tudo é óbvio. Quem tem que entender do produto é o vendedor e a equipe como um todo;
  • Tenha excesso de orientação e busca constante por aprendizado;
  • Ser um empreendedor significa procurar solucionar problemas de pessoas e empresas. É preciso “ir” ao mercado para pesquisar problemas de um determinado segmento e a partir desse problema desenvolver soluções;
  • Outro erro é achar que o varejo não presta serviço. Presta sim! Mesmo quando vende um produto. Principalmente com a proximidade do natal, as empresas precisam ficar atentas a isso.

No próximo artigo vamos mostrar porque é importante valorizar uma estratégia bem definida. Até lá.

 William Caldas